Fake news sobre assinatura da CPI do Banco Master: deputado Weliton Prado desmente e documentos comprovam atuação
- 30 de janeiro de 2026
Prado tem reforçado, em suas mídias oficiais, que assinou integralmente os pedidos de CPI relativos ao Banco Master, além de ter apresentado proposição legislativa própria para ampliar a resposta penal em casos de crimes financeiros que envolvam prejuízos a regimes de previdência e pensões.
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Circulam em grupos de mensagens e redes sociais alegações falsas de que o deputado federal Weliton Prado (SOLIDARIEDADE-MG) não teria assinado os pedidos de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura as suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master e seus desdobramentos no sistema financeiro nacional. A informação, porém, não procede.
Documentos oficiais da Câmara dos Deputados mostram que Prado foi um dos primeiros parlamentares a assinar os três pedidos de CPI apresentados no âmbito da Casa — além de haver um pedido correlato no Senado Federal. Diferentemente do que divulgam perfis e mensagens enganosas, o parlamentar não apenas subscreveu a instalação da CPI como também propôs mecanismos legais para endurecer as penas contra crimes financeiros desse porte.
Projeto de lei endurece punições a crimes financeiros
Em dezembro de 2025, o deputado Weliton Prado foi autor do Projeto de Lei nº _, de 2025, que propõe um endurecimento significativo das penas previstas na Lei nº 7.492/1986, a chamada Lei Contra Crimes Financeiros, quando as práticas ilícitas tiverem como vítimas fundos previdenciários ou de pensão.
A proposição inclui os artigos 23-A, 33-A e 33-B à legislação vigente, estabelecendo:
penas de 20 a 40 anos de reclusão quando houver prejuízo a fundos de previdência ou pensão;
execução da pena com regime progressivo mais rigoroso, com percentuais de cumprimento que variam de 70% a 95% antes de possíveis benefícios;
e previsão explícita de que esses crimes sejam insuscetíveis de fiança, livramento condicional, anistia, graça e indulto.
O texto, que recebeu apoio de setores de juristas e entidades de combate à lavagem de dinheiro, foi justificado pelo parlamentar como resposta à magnitude dos prejuízos causados por fraudes financeiras que atingem aposentados, trabalhadores e regimes próprios de previdência.
Contexto: o caso Banco Master e suas repercussões políticas
O Banco Master, instituição financeira que entrou em processo de liquidação extrajudicial em novembro de 2025, após determinação do Banco Central, tornou-se um dos maiores escândalos bancários em curso no Brasil. A decisão de liquidação ocorreu no mesmo dia em que a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, prendeu preventivamente o controlador do banco, Daniel Vorcaro, sob acusações de emissão de títulos sem lastro, manipulação contábil e venda de carteiras de crédito fictícias — especialmente ao Banco de Brasília (BRB).
Wikipédia · 1
Organismos oficiais estimam que o rompimento e a liquidação da instituição resultem em desembolso de ao menos R$ 40 bilhões pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) — o maior acionamento da história do fundo para ressarcir investidores e correntistas. Apesar dos pagamentos em andamento, parte dos prejuízos relacionados a aplicações superiores ao limite garantido (R$ 250 mil por CPF ou CNPJ) continuam em fase de liquidação judicial.
Agência Brasil
Paralelamente, a Polícia Federal expandiu as investigações em janeiro de 2026 para sua segunda fase, com cumprimento de mandados de busca e apreensão e bloqueios de bens que somam bilhões de reais, repetindo as suspeitas contra o grupo investigado.
Feebpr
Esses desenvolvimentos levaram parlamentares de diferentes partidos a defenderem a criação de uma CPI no Congresso Nacional para aprofundar a apuração dos fatos, um processo que enfrentou resistência interna no chamado Centrão, segundo reportagens políticas.
Metrópoles
Desinformação e repercussão nas redes
A circulação de mensagens que atribuem ao deputado Weliton Prado a suposta ausência de assinatura nos pedidos de CPI faz parte de um fenômeno mais amplo de desinformação em temas sensíveis e de alta repercussão política. Tal prática tem sido documentada por veículos de checagem e por órgãos de democracia digital como uma das formas comuns de manipulação de debate público em momentos de alta tensão política.
Posicionamento do deputado
Prado tem reforçado, em suas mídias oficiais, que assinou integralmente os pedidos de CPI relativos ao Banco Master, além de ter apresentado proposição legislativa própria para ampliar a resposta penal em casos de crimes financeiros que envolvam prejuízos a regimes de previdência e pensões.
Ele também tem destacado que a investigação do Congresso deve ser feita com rigor, respeito à Constituição e à separação entre poderes, além de responsabilidade fiscal, em linha com as responsabilidades parlamentaristas de fiscalização e elaboração de leis.

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